Tu és livre?
Todos os dias são oportunidades, dádivas. Já tive (muitos) dias de prisão e nem sabia que estava reclusa. Apenas, não me sentia bem. Mas, porquê? A garganta tensa de não dizer, os ombros encolhidos de me esconder, o coração pequenino e frágil de não ser genuína. Carregada. Caminhando nos passos das imposições alheias. Até que um dia disse: “Basta!” e libertei-me dos muros que eu própria impus.

Ergui a cabeça e sorri à vida abraçando-a. Larguei os grilhões que arrastava. A vontade de agradar aos outros, de caber nas suas caixinhas, nas invenções e preconceitos sociais. Permiti-me ser eu mesma. Desmanchei os nós das obrigações, expetativas e falácias.
Hoje, faço o melhor que sei e posso. Sem ilusões de perfeição ou super poderes. Não quero ser melhor que ninguém. Procuro melhorar a cada dia, para mim, por mim. Entrego à vida. Não espero nada. E, quando caio na teia do que “era suposto” já me consigo distanciar e resolver, à minha maneira.
Para ser livre, tive de me libertar de uma falsa construção de mim mesma. É um trabalho em progresso, interminável. Mas, traz uma leveza, um despojo e tranquilidade, sem preço.

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