Sinto que moro na minha cabeça. Sinto que estou constantemente a pensar, a resolver a vida. Carrego-me de ânsias. Na cabeça, no peito. Por isso, para descansar, volto-me para dentro. Eu não faço yoga por ser calma, faço yoga por não o ser. Para sair da minha cabeça.

Especialmente, yoga na natureza. A melhor coisa para ativar as raízes é estar num ambiente natural. Escutar o som dos pássaros, do vento, das folhas das árvores. Mexer na terra, caminhar no chão. Porque esse chão é o que todos precisamos. Chão, estabilidade, segurança. Tudo o que nutre as nossas vidas com confiança e ânimo.
No Yoga existem práticas próprias para enraizar, para fortalecer essa capacidade de perseverança, energia, força interior. Por exemplo: posturas e respirações.
Precisamos de chão para nos apoiar. No Yoga percebi que o chão está dentro de mim e ao meu alcance. Eu sou a resposta. Eu sou capaz. Trago positividade e paz para a minha vida. Assim, quando a cabeça começa a querer comandar o navio, levo-a para o silêncio do tapete. Onde o tempo para. Estou só eu e a respiração.
Se não praticas yoga, ativa as raízes com passeios na natureza, consome alimentos vermelhos e também os que crescem debaixo da terra, esfrega as mãos no corpo e sacode-te com vigor. Tu também és a resposta.

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