Parei. Fechei os olhos enquanto me sentava. As mãos foram, instintivamente para cima das pernas, viradas para baixo. Respirei mais devagar. Pus-me à escuta.

O primeiro nó que encontrei foi o da testa. Uma pequena pressão, um esforçar. Depois, entre a nuca e a garganta, este é mais subtil mas está lá, um pequeno nó. Outro, no meio das costas na direção do estômago. Por fim, na pélvis, uma sensação de vazio e cheio ao mesmo tempo.
Estes são os nós que sinto hoje. Estar atenta às minhas tensões permite-me olhar nos olhos as suas causas. Muitos dos nós do corpo físico são sombras de coisas que carregamos. Emoções fortes e/ou recorrentes, acontecimentos passados, palavras ditas e não ditas, desejos não realizados. Em suma e por outras palavras, é lixo que varremos para debaixo do tapete.
O Yoga, nomeadamente as posturas adequadas a cada parte do corpo, as respirações e a meditação, permite-me, não só ter mais autoconhecimento, mas também ajuda a desatar estes nós, dissolvendo a estagnação, fazendo fluir.
Depois de cada prática sinto-me mais leve, serena e viva.

Leave a comment