De olhos fechados, respiro pelo nariz, lentamente. Na exalação deixo a tensão ir embora, procuro relaxar. Repito, sem pressa. Começo a mover-me. Sem mapa. Sem pensamento. O movimento do corpo torna-se intuitivo. Como uma pequena dança. Uma meditação da cabeça aos pés.

Depois do yoga sinto-me mais viva. E, também, mais consciente de que a vida é um sopro. Um fio que nos liga. Uma memória e uma esperança, embrulhadas em cada momento que vivemos. Um raio de Sol que espreita e aquece. Uma manhã orvalhada. A terra fria e barrenta nos pés descalços. O coração a bater no peito.
A vida. Um sopro. Que nos rodeia, acolhe e faz tão etéreos como eternos.

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