Fecha os olhos. Respira lentamente. Leva a tua inspiração para o meio do peito. Sente as costelas a expandir. Ganha espaço. Refresca e limpa. Deixa sair a exalação pela boca com um “a”. Repete algumas vezes, até sentires um misto de alívio e calma. No final, sobrepõe as mãos no coração e escuta.
O que te diz? Como está lá dentro? Cheio, vazio, as duas coisas? Apertado, leve? Tenso, preso? Livre, caloroso? Escuta…

O nosso coração é a nossa energia mais envolvente e poderosa. É muito maior do que aparenta. É como um lago, imenso e cheio, que espelha aquilo que recebe, que deseja e que dá. Sim, na verdade, o amor que recebes, a forma como o sentes, és tu. É o teu reflexo, do que está dentro de ti. Assim como o amor que dás, o amor que desejas, o amor que cumpriu e o que falhou, o amor que te irrita, apaixona ou desilude. O amor que imaginas, fazes, nutres. O amor que controlas ou libertas. És sempre tu. O amor.

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