Perfeito

Na origem desta palavra está o facto de não faltar fazer nada, está “per” “feito”. Ora, vamos lá, põe a mão no ar quem acha que não lhe falta fazer mais nada… Pois. Perfeito não existe. Então, porque corremos atrás? Porque vivemos no mundo do quero ser, parecer, perfeito?

Cada vez mais, vivemos rodeados de imagem, de ilusão. As redes sociais. Os meios de comunicação. Nós próprios. Cultivamos um mundo fantasioso em que as pessoas sorriem, vestem, usam e são capazes sempre do seu melhor. Quando não conseguimos, sentimos que não somos perfeitos.

No yoga existe todo um culto ilusório do perfeito. Sons étnicos e calmos. Roupas esvoaçantes, claras ou muito coloridas. Velas, porta velas e incenso, difusores de aromas. Espaços que quase meditam sozinhos. A pessoa entra e já está a sentir o yoga todo à sua volta. Depois passa a aula a achar que nunca será tão flexível como a colega do lado. Que deve estar a fazer alguma coisa mal. A tentar ser perfeita. Em casa, vê vídeos no telemóvel com moças super elásticas a fazer posturas impraticáveis para o comum dos mortais. Que espécie de yoga é este que nos faz sentir insuficientes e visitantes no mundo idílico dos outros?

Para, agora. Para de te comparar. Se o teu yoga tem uma hora espremida no meio do dia, no tapete da sala, arredada a tralha, com uma meia de cada nação e umas calças velhas e coçadas. Está tudo bem! Perfeito. Não precisas de coisinhas fofas, artifícios e tretas de marketing. Só precisas de estar presente para a tua prática.

Perfeito é afinal o conjunto de imperfeições que fazem de ti quem és. Isso, é o que podes descobrir no tapete de yoga.

Se este texto faz sentido para ti, marca uma aula, descobre comigo o TEU yoga.

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